Palestra sobre IST/AIDS alerta para a importância do diagnóstico precoce

Quanto mais cedo o diagnóstico de HIV, mais chances de sobrevida e de não desenvolver Aids.


A Coordenadora do programa de combate às ISTs/AIDS, da secretaria municipal de saúde, Tereza Carvalho, iniciou falando sobre o vírus e como ele afeta nosso organismo. Em Alagoas, o primeiro caso da doença foi registrado há 34 anos e, segundo a coordenadora, de lá pra cá ainda é difícil controlar a disseminação do HIV.

"Uma doença tão antiga, tão informada e as pessoas ainda fecham os olhos para o HIV/AIDS. É importante lembrar que Aids não tem cara, não tem gênero, não escolhe raça. Todos estamos vulneráveis se não atentarmos para as formas de prevenção", disse Tereza Carvalho.


Durante a palestra a coordenadora também reforçou as formas de tratamento profiláticas.


"Existe opção para quem ainda não teve exposição ao vírus. A Profilaxia Pré-Exposição ao HIV é feita com um comprimido que impede que o vírus causador da aids infecte o organismo. O problema é que a PrEP não protege de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (tais como sífilis, clamídia e gonorreia) e, portanto, deve ser combinada com outras formas de prevenção, como a camisinha", afirmou Tereza.


Ela também enfatizou um outro tratamento profilático: a PEP. É uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), oferecida pelo sus, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções. Deve ser utilizada após qualquer situação em que exista risco de contágio, tais como:

  • Violência sexual;

  • Relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha);

  • Acidente ocupacional (com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico).

A coordenadora do Programa de Combate às ISTs/Aids reforçou ainda a necessidade de buscar o diagnóstico, o quanto antes.


"Infelizmente as pessoas tem medo de descobrir se tem HIV. Isso é um erro. maior do que a falta de prevenção, inclusive. Quanto mais cedo descobrir, maior a sobrevida da pessoa infectada. Atualmente, é possível conviver com o HIV e ter uma vida normal, tornando o vírus indetectável com o tratamento com medicamentos antirretrovirais", concluiu Tereza.



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